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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Phaethornithinae
 Jardine, 1833
Espécie: P. aethopygus

Nome Científico

Phaethornis aethopygus
Zimmer, 1950

Nome em Inglês

Tapajos Hermit


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

Rabo-branco-de-garganta-escura

O rabo-branco-de-garganta-escura é uma ave apodiforme da família Trochilidae. Descrito originalmente em 1950 como subespécie, passou a ser tratado como híbrido a partir da década de 1980. Apenas recentemente foi demonstrado que não apenas não é híbrido, mas que trata-se em verdade de uma das mais distintas espécies do gênero Phaethornis.

Características

Mede 10 cm. Partes inferiores cor de tijolo com a garganta preta, que é bastante reduzida na fêmea; infracaudais tijolo bordadas de branco; partes superiores e cabeça ferrugíneas esverdeadas; faixa superciliar e infraocular pardacentas delimitando uma área malar escura; asas e cauda escuras, com as retrizes centrais prolongadas e com as pontas claras; base do vexilo externo das retrizes brancas, visível apenas quando estão de costas; pés de cor rosa.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de néctar das flores, mas come também pequenos insetos e aranhas.

Reprodução

O ritual de acasalamento consiste em vários machos pousados separados uns dos outros, cantando. Cada um tem o seu lugar. Voam e voltam para o mesmo local. A fêmea circula entre eles, enquanto os machos realizam as exibições. O ninho é construído pela fêmea e são camuflados para evitar possíveis predadores. O ninho tem forma cônica alongada, com um penduricalho mais ou menos longo, servindo talvez de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáseas, Heliconia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos alongados.

Hábitos

Ocorre na mata ribeirinha e em ilhas fluviais do baixo Tapajós com predominância de embaúbas e helicônias, e no Arquipélago de Anavilhanas, no baixo Rio Negro.

Distribuição Geográfica

R ( Comite Brasileiro de Registros Ornitológicos ). É endêmico do Brasil. Ocorre no sul da Amazônia, na margem direita do rio Teles Pires, no baixo Tapajós e suas ilhas e rio Azul, e ao longo de alguns de seus afluentes da margem oriental, e no Arquipélago de Anavilhanas no baixo rio Negro.

Referências

Galeria de Fotos